Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Épá, talvez, afinal, a questão não é assim tão simples

Ouvi nas noticias da rádio que hoje é que começa a campanha para o referendo de dia 11. Eu já estou marreca de ouvir falar do referendo e do aborto e do sim e do não... Bolas...

Ontem, e à semelhança de todos os outros debates em que tropecei na televisão acerca do tema no último mês, lá estavam eles, com os mesmos argumentos, as mesmas teorias.

Ninguém faz um aborto porque quer.

Para mim, não respeitar a vida é permitir que as mulheres se sujeitem a utilizar fármacos que desconhecem, sem o acompanhamento de um médico, que tenham que se expor em clinicas ilegais sem as menores condições de higiene, saúde e segurança, que, se tiverem dinheiro vão a espanha ou a inglaterra para o fazerem e que ainda por cima possam ser julgadas pelo que fizeram... isso para mim é não respeitar o ser humano.

Só um pais muito retrograda, mediaval, mesmo é que pode continuar a fechar os olhos a uma realidade que existe a bem da moral e dos bons costumes. Tenho é pena de também fazer parte deste pais...

Para mim, ter um filho é um projecto, um sonho, uma coisa muito boa, que não deve ser, nunca, um fardo para os pais.

Acho que sim senhora, se devem continuar a ajudar as mães carenciadas, a fazer tudo o que é possível mas será que alguém me explica o que é que o cu tem a ver com as calças?

é que eu ainda não percebi!

Felizmente não tenho que apanhar com os defensores do não no meu dia-a-dia!

publicado por R. às 16:37
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1 comentário:
De parislasvegas a 31 de Janeiro de 2007 às 16:46
Pois é. Pelo menos tens sorte em não apanhar com discursos beatos no dia a dia. Eu optei por nem sequer comentar a questão, porque caso contrário, pego-me ao estalo com toda a gente aqui no escritório. E como sou a única que está grávida, não dá lá muito jeito andar à pancadaria. Aqui toda a gente chafurda no discurso católico da defesa da vida, como se toda a gente a favor do aborto fosse pelo assassinato de criancinhas. Eu sei porque é que aqui se pensa assim: 1. não vivem em Portugal - quando as filhas de 15 anos lhes aparecem grávidas e "não dá jeito" abortam legalmente em clínicas estatais com subsídios de saúde e cobertura do seguro. É fácil querer um Portugal medieval quando se vive em Paris.
2. quando têm que passar temporadas em Portugal, têm dinheiro suficiente para ir a Londres ou Madrid. ´Só querem é aparecer na missa da Estrela com a mesma cara católica de sempre e, acima de tudo, Deus nos livre que alguém veja uma pessoa desta família a entrar numa clínica dessas....
A dignidade humana que se lixe, que a gente não quer é passar vergonhas.

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